Feminização da velhice

Segundo ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, há cerca de 28 milhões de idosos. Desse percentual, que tende a dobrar nas próximas décadas, cerca de 56% são mulheres. Chamamos esse fenômeno de FEMINIZAÇÃO DA VELHICE.
Homens e mulheres possuem diferentes estilos de vida e isso contribui bastante para as diferentes expectativas de vida entre ambos os sexos. Elas, por exemplo, procurarem mais os serviços de saúde e tem uma relação saúde-doença bem melhor. Já ele, estão mais expostos as causas externas não naturais - como homicídio e acidentes de carro -, aumentando as taxas de mortalidade masculina.
No entanto, não podemos confundir maior expectativa de vida com maior qualidade de vida.
Vivemos em uma sociedade patriarcal, na qual os gêneros são estereotipados. As mulheres são designadas a cuidar das tarefas da casa, dos filhos, dos familiares e do companheiro, não sobrando tempo e nem espaço para ela trabalhar e estudar. Ao longo da vida, são vítimas de violência e discriminação, como também ficam submissas as vontades masculinas impostas na sociedade. Logo, ao passar dos anos, os reflexos dessa série de abusos atingem diferentes segmentos da vida dessas idosas, trazendo algumas consequências totalmente indesejáveis.
Consequências da Feminização da Velhice:
SOLIDÃO, causada pela viuvez e a saída dos filhos de casa;
Muitas não tiveram a oportunidade de estudar e trabalhar em um emprego remunerado quando jovens, enfrentando a POBREZA nessa fase da vida;
Ficam mais tempo expostas as DOENÇAS CRÔNICO-DEGENERATIVAS e ao reflexo das mesmas;
Elas ainda não conseguiram sua INDEPENDÊNCIA. Cuidam dos netos e ainda precisam dispor de suas pensões e/ou aposentadorias para arcar com as despesas extras da família;
Além disso, ao envelhecer, a mulher se torna ainda mais DESVALORIZADA e carrega um estigma a respeito da velhice, impactando no seu emocional.
Atualmente, muitas delas buscam sua liberdade em atividades culturais, de lazer e educativas. Porém, só isso não é suficiente para que essas idosas tenham uma melhor qualidade de vida.
O Estado deve garantir políticas públicas inclusivas que possibilitem a elas ter direitos econômicos, políticos e sociais, além de condições que resultem no seu bem-estar e na sua autonomia, promovendo a saúde e a integrando socialmente. Já os profissionais de saúde, devem estar preparados para atender suas demandas; essas mulheres necessitam de um olhar humanizado, e um cuidado integrado entre a sociedade, a equipe e a sua família.
Referência Bibliográfica:
INSTITUTO BRASILEIRO DE DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Idosos indicam caminhos para uma melhor idade. [S. l.], 19 mar. 2019. Disponível em: https://censo2020.ibge.gov.br/2012-agencia-de-noticias/noticias/24036-idosos-indicam-caminhos-para-uma-melhor-idade.html. Acesso em: 12 jul. 2020.
Produzido por Bruna Moura Oliveira dos Santos
Publicado em 17/07/2020
Muito Obrigada e até o próximo post ;)







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